Gordura Abdominal – 12 Coisas que fazem você ganha-la

Como todos devem saber, o excesso de Gordura Abdominal é extremamente perigoso para a saúde.

É um fator de risco para doenças como síndrome metabólica, diabetes tipo 2, doença cardíaca e câncer. O termo médico para a gordura abdominal e não saudável na barriga é “gordura visceral”. Que se refere à gordura que envolve o fígado e outros órgãos em seu abdômen.

Mesmo pessoas de peso normal com excesso de gordura abdominal têm um grande risco de problemas de saúde.

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Aqui estão 12 coisas que fazem você ganhar gordura na barriga.

1. Alimentos e bebidas açucaradas

Muitas pessoas consomem mais açúcar todos os dias do que se dão conta.

Alimentos com alto teor de açúcar como bolos e doces, juntamente com as chamadas escolhas “saudáveis”, como muffins e iogurte congelado. Refrigerantes, bebidas aromatizadas e sucos de caixinha estão entre as mais populares bebidas açucaradas.

Estudos observacionais mostraram uma ligação entre o alto consumo de açúcar e o excesso de gordura da barriga. Isto pode acontecer em grande parte devido ao elevado teor de frutose de açúcares adicionados.

Tanto o açúcar regular quanto o xarope de milho são ricos em frutose. O açúcar regular possui 50% de frutose e o xarope de milho possui 55% de frutose.

Em um estudo controlado de 10 semanas, pessoas com sobrepeso e obesidade que consumiram 25% das calorias como bebidas adoçadas com frutose em uma dieta com manutenção de peso experimentaram uma diminuição da sensibilidade à insulina e um aumento na gordura da barriga.

Um segundo estudo relatou uma redução na queima de gordura e na taxa metabólica entre as pessoas que seguiram uma dieta similar rica em frutose.

Embora muito açúcar de qualquer forma possa levar ao ganho de peso, as bebidas adocicadas podem ser especialmente problemáticas. Refrigerantes e outras bebidas doces facilitam o consumo de grandes doses de açúcar em um período muito curto de tempo.

Além do mais, estudos mostraram que as calorias consumidas de forma líquida não têm os mesmos efeitos sobre o apetite que as calorias obtidas através de alimentos sólidos. Quando você bebe suas calorias, não faz você se sentir satisfeito, então você não compensa comendo menos durante uma refeição.

OBS: freqüentemente consumir alimentos e bebidas com alto teor de açúcar ou xarope de milho rico em frutose podem causar ganho de gordura da barriga.

2. Álcool

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O álcool pode ter efeitos saudáveis ​​e prejudiciais para nossa saúde. Quando consumido em quantidades moderadas, especialmente o vinho tinto, pode diminuir o risco de ataques cardíacos e derrames.

No entanto, quando consumido em grande quantidade, o álcool pode levar à inflamação, doença hepática e outros problemas de saúde.

Alguns estudos mostraram que o álcool suprime a queima de gordura e que o excesso de calorias do álcool é parcialmente armazenado como gordura abdominal – daí o termo “barriga de chopp” (12).

Os estudos têm associado a alta ingestão de álcool ao ganho de peso na região abdominal. Um estudo descobriu que os homens que consumiam mais de três bebidas por dia eram 80% mais propensos a ter excesso de gordura da barriga do que os homens que consumiam menos álcool. A quantidade de álcool consumida dentro de um período de 24 horas também parece desempenhar um papel.

Em outro estudo, os bebedores diários que consumiam menos de uma bebida por dia tendiam a ter a menor gordura abdominal, enquanto aqueles que bebiam com menos freqüência, mas consumiam quatro ou mais bebidas em “dias de happy hour”, eram mais propensos a excesso de gordura na barriga.

OBS: o consumo intenso de álcool aumenta o risco de várias doenças e está ligado ao excesso de gordura da barriga.

3. Gorduras Trans

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As gorduras trans são as gorduras mais insalubres ​​do planeta. Eles são criadas adicionando hidrogênio a gorduras não saturadas para torná-las mais estáveis.

As gorduras trans são frequentemente utilizadas para prolongar a vida útil dos alimentos industrializados, tais como bolos, muffins, molhos articificiais e bolachas.

As gorduras trans foram apontadas como causadoras de inflamações. Isso pode levar à resistência à insulina, doenças cardíacas e várias outras doenças.

Há também alguns estudos em animais sugerindo que dietas contendo gorduras trans podem causar excesso de gordura na barriga.

No final de um estudo de 6 anos, macacos alimentados com uma dieta contendo 8% de gordura trans, ganharam peso. E tinham 33% mais gordura abdominal do que macacos alimentados com uma dieta com 8% de gordura monoinsaturada. Mesmo ambos os grupos recebendo calorias suficientes para manter seu peso.

OBS: as gorduras trans aumentam a inflamação que pode gerar resistência à insulina e o acúmulo de gordura da barriga.

4. Sedentarismo

Um estilo de vida sedentário é um dos maiores fatores de risco para uma má saúde. Ao longo das últimas décadas, pessoas geralmente se tornaram menos ativas. Isso provavelmente desempenhou um papel no aumento das taxas de obesidade, incluindo a obesidade abdominal.

Uma grande pesquisa realizada de 1988 a 2010 nos EUA descobriu que houve um aumento significativo no sedentarismo, peso e circunferência abdominal em homens e mulheres .

Outro estudo observacional comparou as mulheres que assistiam mais de três horas de TV por dia com aquelas que assistiam menos de uma hora por dia. O grupo que assistiu mais TV teve quase o dobro do risco de “obesidade abdominal severa” em comparação com o grupo que assistiu menos TV.

Uma pesquisa também sugere que o sedentarismo contribui para a recuperação da gordura da barriga depois de perder peso.

Neste estudo, os pesquisadores relataram que as pessoas que realizaram exercícios aeróbicos por 1 ano depois de perder peso. Foram capazes de prevenir o ganho de gordura abdominal, enquanto aqueles que não fizeram exercício tiveram um aumento de 25-38% na gordura da barriga.

OBS: a inatividade pode promover um aumento na gordura da barriga. A resistência e o exercício aeróbio podem evitar a recuperação da gordura abdominal após a perda de peso.

5. Dietas pobres em proteínas

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A obtenção adequada de proteína é um dos fatores mais importantes na prevenção do ganho de peso. As dietas ricas em proteínas fazem você sentir-se cheio e satisfeito, aumentam a sua taxa metabólica e levam a uma redução espontânea na ingestão calórica.

Em contrapartida, a baixa ingestão de proteínas pode fazer com que você ganhe gordura na barriga a longo prazo.

Vários estudos observacionais sugerem que as pessoas que consomem uma maior quantidade de proteínas são as menos candidatas ​​a acumular gordura na barriga.

Além disso, estudos em animais descobriram que um hormônio conhecido como neuropéptido Y (NPY) leva ao aumento do apetite e promove o ganho da gordura na barriga. Seus níveis de NPY aumentam quando sua ingestão de proteína é baixa.

OBS: baixa ingestão de proteínas pode gerar ganho de gordura da fome e da barriga. Também pode aumentar o neuropétido do hormônio da fome Y.

6. Menopausa

Ganhar gordura na barriga durante a menopausa é muito comum. Na puberdade, o hormônio estrogênio sinaliza o corpo para começar a armazenar gordura nos quadris e coxas em preparação para uma possível gravidez. Esta gordura subcutânea não é prejudicial, embora possa ser extremamente difícil de perder em alguns casos.

A menopausa ocorre oficialmente um ano após uma mulher ter seu último período menstrual. Por volta desse tempo, seus níveis de estrogênio caem drasticamente, fazendo com que a gordura seja armazenada no abdômen, e não nos quadris e coxas.


Algumas mulheres ganham mais gordura da barriga neste momento do que outras. Isso pode ser em parte devido à genética, bem como a idade em que a menopausa começa.

Um estudo descobriu que as mulheres que completaram a menopausa em uma idade mais jovem tendem a ganhar menos gordura abdominal.

OBS: mudanças hormonais na menopausa resultam em uma mudança no armazenamento de gordura dos quadris e coxas para a gordura visceral no abdômen.

7. Tipos de Bactérias erradas no intestino

Centenas de tipos de bactérias vivem em seu intestino, principalmente em seu cólon. Algumas dessas bactérias trazem benefícios para nossa saúde, enquanto outras podem causar problemas.

As bactérias em seu intestino também são conhecidas como sua flora intestinal ou microbioma. A saúde bucal é importante para manter um sistema imunológico saudável e evitar doenças.

Um desequilíbrio nas bactérias intestinais aumenta seu risco de desenvolver diabetes tipo 2, doença cardíaca, câncer e outras doenças é o que sugere uma pesquisa.

Há também algumas pesquisas sugerindo que ter um desequilíbrio nas bactérias intestinais pode promover aumento de peso, incluindo a gordura abdominal.

Os pesquisadores descobriram que as pessoas obesas tendem a ter um maior número de bactérias Firmicutes do que as pessoas com peso normal. Estudos sugerem que esses tipos de bactérias podem aumentar a quantidade de calorias que são absorvidas pelos alimentos.

Um estudo em animais descobriu que ratos sem bactérias ganharam significativamente mais gordura quando receberam transplantes fecais de bactérias associadas à obesidade. Isso quando comparado com camundongos que receberam bactérias ligadas à magreza.

Estudos sobre gêmeos magros e obesos e suas mães confirmaram que existe um “núcleo” comum de flora compartilhada entre as famílias que podem influenciar o ganho de peso, incluindo onde o peso é armazenado.

OBS: ter um desequilíbrio de bactérias intestinais pode causar ganho de peso, incluindo a gordura da barriga.

8. Suco de frutas

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O suco de frutas é uma bebida açucarada disfarçada. Mesmo um suco de fruta 100% natural e sem adição de açúcar contém muito açúcar.

Veja só, 250 ml de suco de maçã contém 24 gramas de açúcar. A mesma quantidade de suco de uva tem 32 gramas de açúcar.

Embora o suco de frutas forneça algumas vitaminas e minerais, a frutose que contém pode gerar resistência à insulina e promover o ganho de gordura da barriga.

Além disso, é outra fonte de calorias líquidas, que é fácil de consumir em excesso. E mesmo assim não consegue satisfazer seu apetite do mesmo modo que alimentos sólidos.

OBS: o suco de frutas é uma bebida com alto teor de açúcar que pode promover a resistência à insulina e o ganho de gordura da barriga se você beber muito.

9. Estresse e Cortisol

O cortisol é um hormônio essencial para a sobrevivência. Ele é produzido pelas glândulas supra-renais e é conhecido como “hormônio do estresse” porque ajuda seu corpo a formar uma resposta ao estresse.

Infelizmente, pode levar ao ganho de peso quando produzido em excesso, especialmente na região abdominal.

Em muitas pessoas, o stress impulsiona consumir comida exageradamente. Mas em vez do excesso de calorias serem armazenadas como gorduras pelo corpo todo, o cortisol promove o armazenamento de gordura na barriga.

Curiosamente, as mulheres que possuem cintura grande em proporção aos quadris liberam mais cortisol quando estressadas.

OBS: o hormônio cortisol, que é secretado em resposta ao estresse, pode levar ao aumento da gordura abdominal. Isto é particularmente verdadeiro em mulheres com índices de cintura para quadril mais altos.

10. Dietas de baixa fibra

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Ingerir fibra é incrivelmente importante para uma boa saúde e controle seu peso. Alguns tipos de fibras podem ajudar a sentir-se satisfeito, estabilizar hormônios da fome e reduzir a absorção de calorias dos alimentos.

Em um estudo observacional com 1.114 homens e mulheres, a ingestão de fibra solúvel foi associada à redução da gordura abdominal. Para cada aumento de 10 gramas na fibra solúvel houve uma diminuição de 3,7% no acúmulo de gordura da barriga.

Dietas ricas em carboidratos refinados e baixo teor de fibras parecem ter o efeito oposto no apetite e ganho de peso, incluindo aumentos na gordura da barriga.

Um grande estudo descobriu que os grãos integrais de fibra estavam associados à redução da gordura abdominal, enquanto os grãos refinados estavam ligados ao aumento da gordura abdominal.

OBS: uma dieta com pouca fibra e alta em grãos refinados pode levar a quantidades aumentadas de gordura da barriga.

11. Genética

Os genes desempenham um papel importante no risco de obesidade. Da mesma forma, parece que a tendência para armazenar gordura no abdômen é parcialmente influenciada pela genética sugerem alguns estudos.

Isso inclui o gene para o receptor que regula o cortisol e o gene que codifica o receptor de leptina, que regula a ingestão calórica e o peso.

Em 2014, os pesquisadores identificaram três novos genes associados ao aumento da relação cintura-quadril e obesidade abdominal, incluindo dois que foram encontrados apenas em mulheres.

No entanto, é necessário que haja mais pesquisas nessa área.

OBS: os genes parecem desempenhar um papel nas relações de cintura para quadril elevadas e armazenamento de calorias em excesso como gordura da barriga.

12. Não basta dormir

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Dormir o suficiente é crucial para a sua saúde. Muitos estudos também vincularam o sono inadequado com ganho de peso, que pode incluir gordura abdominal.

Um grande estudo acompanhou mais de 68 mil mulheres por 16 anos. Aquelas que dormiam 5 horas ou menos por noite eram 32% mais propensas a ganhar 15 kg do que aqueles que dormiam pelo menos 7 horas.

Os distúrbios do sono também podem levar ao aumento de peso. Um dos distúrbios mais comuns, a apneia do sono, é uma condição em que a respiração pára repetidamente durante a noite. Isso acontece devido ao tecido mole na garganta que bloqueia a via aérea.

Em um estudo, os pesquisadores descobriram que homens obesos com apneia do sono tinham mais gordura abdominal do que homens obesos sem o transtorno.

OBS: o sono curto ou o sono de má qualidade podem levar ao ganho de peso, incluindo a acumulação de gordura da barriga.

Conclusão

Diversos fatores podem fazer você ganhar gordura abdominal em excesso. Há alguns que você não pode fazer muito a respeito, como seus genes e alterações hormonais na menopausa. Mas também há muitos fatores que você pode controlar.

Fazer escolhas saudáveis sobre o que comer e o que evitar, quanto você se exercita e como você lida com o stress pode ajudar você perder gordura da barriga

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